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Movimento Missionário Interdenominacional Ministério
de Misericórdia
Comitê de Socorro às Missões Evangelísticas |
“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se
da corrupção do mundo”. (Tiago, 1:27)
Caríssimo (a) Irmão (a)
No imenso tesouro do Evangelho, a misericórdia é como uma gema preciosa: sólida e delicada ao mesmo tempo; verdadeira e transparente na sua simplicidade; brilhante pela vida e alegria que difunde. Compaixão, solidariedade, ternura e perdão são como seus ângulos de polimento, por onde se reflete – em raios coloridos e acessíveis – o amor regenerador de Deus. Nas páginas da Bíblia, a misericórdia se traduz em resgate, cura, abrigo, libertação, sustento, proteção, acolhida, generosidade e salvação. É prática que dignifica o ser humano: tanto quem a dá, quanto quem a recebe. Está repleta de gratuidade e alegria, como disse Jesus: “Felizes os misericordiosos, pois alcançarão misericórdia” (Mt 5,7).
Muitos são os religiosos que largam tudo, a tranqüilidade e a segurança de seus lares, a estabilidade de seus empregos e vão para diferentes localidades aqui mesmo no Brasil e até em outros continentes como a África para evangelizar e ajudar o povo e acabam enfrentando toda sorte de percalços, muitas vezes doentes e sem dinheiro num País estrangeiro, não conseguem nem retornar ao Brasil, necessitam de socorro material - financeiro.
Todo Cristão tem obrigação de ajudar os necessitados, em especial aos irmãos em Cristo. Há muito por fazer nesses dias quando o amor de muitos se esfria e poucos são os trabalhadores. Jesus disse que “os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para sua seara” (Mt 9.37,38).
Jesus Cristo quer que todos os homens escutem as boas novas, mas ninguém nunca escutará a menos que haja quem esteja disposto a cruzar os mares e as cordilheiras levando a mensagem, mesmo expondo-se a toda sorte de perigos, perseguições, fome, doença, etc.
Martinho Lutero tinha um amigo que compartilhava com ele seus pontos de vista sobre a fé cristã. Este seu amigo também era monge, e os dois fizeram um acordo. Lutero desceria ao povo e para o calor da batalha pela Reforma da igreja no mundo; o amigo se ajoelharia no mosteiro e o sustentaria com suas orações. E começaram a atuar de acordo a este plano. Então, uma noite o amigo de Lutero teve um sonho. Viu um enorme campo de trigo, tão vasto como o mundo inteiro; nele havia um homem solitário que estava fazendo o trabalho da colheita – uma tarefa evidentemente muito superior a suas forças. Então conseguiu ver o rosto do ceifeiro solitário – era Martinho Lutero. E como um relâmpago viu a verdade que seu sonho lhe revelava. "Devo deixar minhas orações", disse para si, "e me colocar a trabalhar." E abandonou o refúgio piedoso de suas orações, desceu para o mundo a trabalhar na colheita.
Só oração não basta! A vontade do SENHOR é que cada cristão seja um missionário e um colhedor. Alguns, talvez, não poderão fazer outra coisa que oferecer suas orações, porque a vida os tem impossibilitado, e suas orações, por certo, serão a fortaleza dos obreiros. Mas esse não é o caso da maioria de nós a quem o SENHOR deu saúde, um corpo forte e uma mente sã e o SENHOR espera muito mais de nós em retribuição à sua Graça e ao seu Amor por nós.
Em toda a Bíblia, vemos Deus como um Ser muito compassivo. Jesus mesmo, por várias vezes, ao ver as multidões, sentiu-se fortemente compadecido delas (Mt 9.36; 14.14; 15.32; Mc 1.41; 6.34; 8.2). E ele expressou essa compaixão curando os enfermos, restaurando a vista aos cegos, expulsando demônios, providenciando alimento para as multidões e ressuscitando mortos (Lc 7.13).
Lemos em 1ª João 3.17 que quem não expressa compaixão não tem em si o amor de Deus.
Como vimos acima, muitos ditos e gestos de Jesus propõem que pratiquemos misericórdia. Dentre tantos, três passagens têm sido meditadas pela comunidade cristã, porque sugerem uma lista didática de obras de misericórdia:
-Inauguração do ano da graça em Lc 4,16-21: evangelizar os pobres, proclamar a libertação aos prisioneiros, recuperar a vista aos cegos, libertar os oprimidos. Quatro obras proféticas, que Jesus atua ao longo de sua vida messiânica.
-O sermão da montanha em Mt 5-6: consolar os aflitos, saciar quem tem fome e sede de justiça, promover a paz, praticar e ensinar a justiça, reconciliar-se com o próximo, repartir as posses com o necessitado, amar os inimigos, orar pelos perseguidores, praticar a esmola e perdoar as dívidas. Dez obras do Reino, centradas na exortação “bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (5,7).
-A justiça evangélica em Mt 25,31-46: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, acolher o forasteiro, vestir quem está nu, visitar os doentes e assistir aos prisioneiros. Seis obras, centradas na exortação “cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (25,40).
Após todos esses séculos, a estratégia que Deus estabeleceu para a evangelização do mundo ainda é a mesma: enviar trabalhadores para sua seara. E a necessidade de mais trabalhadores é grande, principalmente nos dias atuais, conflituosos e egoístas com tribulações que produzem o medo.
As nações estão precisando urgentemente do nosso testemunho para que a tarefa da evangelização seja concluída. (Mt 24.14).
Por isso, levante-se e faça a sua parte, se você não pode ir, contribua, se você não pode contribuir, ore.
No município de Santa Tereza/RS, situado a 30 km de Bento Gonçalves, às margens do rio Taquari, há grupo de missionários constituído de duas famílias; uma composta pelo casal, uma anciã e uma menina com cinco anos de idade. A outra família também composta pelo casal, uma anciã e duas meninas, uma com dois anos de idade e a outra com sete anos.
Sem pretender dramatizar, tampouco, me estender em demasia no relato do caso, posso informar resumidamente que esses Missionários estão numa situação dificílima materialmente falando.
A Igreja à qual estão vinculados paga o aluguel, água e luz, porém, para alimentação, vestuário e etc., dependem unicamente de doações, ofertas e dízimos dos membros da congregação que além de serem pouquíssimos, são pobres.
Quando chegou ao meu conhecimento que a alimentação desses irmãos consistia unicamente de batatas doce doada por um chacareiro, fui até lá e comprovando o fato prestei os primeiros socorros, todavia, são nove pessoas, entre as quais, duas idosas e três crianças que ficarão por lá por tempo indeterminado, só sairão quando Deus mandar.
Sozinho não tenho como mantê-los pelo tempo que lá ficarem, preciso que me ajudem a ajudar àquelas famílias.
Eles necessitam de tudo, da comida ao vestuário, calçados, crédito para celular, etc.
Querendo contatá-los e mesmo por crédito no celular, podem ligar para o líder da Missão, Presbítero SALVADOR – fone (54) 9651-3846. Certamente eles devem possuir uma conta bancária na qual se possa depositar algum donativo.
A urgência obviamente é de alimentação e leite para as crianças.
Assim sendo eu criei um comitê central para organizar um esquema de arrecadação de alimentos não perecíveis.
Você pode organizar um Comitê na sua rua, no seu bairro, no seu local de trabalho, clube, etc., e recolher de seus parentes, amigos e colegas, alimentos não perecíveis e leite em embalagem longa vida ou em pó, ou, pode pedir àqueles que puderem que doem cestas de mantimentos, as pequenas custam menos de trinta reais, as médias menos de cinqüenta reais e há as grandes em torno de cem reais.
Quando acumular um volume que justifique o frete, por favor, me avise que eu mandarei recolher caso eu próprio não possa ir pessoalmente e providenciarei a remessa até o município de Santa Tereza.
Desde já agradeço pedindo que o SENHOR lhe retribua abundantemente.
Cordialmente
Dr. JOÃO ROGOWSKI – Adv.º - OAB-RS 16.923.
Comitê Central de Socorro às Missões
CONTATO por E-Mail: missoes@r7.com
“Tu tens a fé e eu tenho as obras; mostre-me a tua fé sem as tuas obras, que eu com as minhas obras mostrar-te-ei a minha fé.” (Tiago 2, 24). “... a cada um será dado, segundo as suas obras.” (Mateus 16, 27)
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